quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Psicologia do Conto de Fadas


Os contos de fadas possuem características peculiares que os tornam como grandes ferramentas de autoconhecimento, de valor para a clínica psicológica.
A origem do conto de fada remonta-se aos primórdios da historia humana, geralmente, o conto não possui autor conhecido, modifica-se com o passar do tempo, por exemplo, se comparar um conto da época medieval e os que são contados hoje, eles são completamente diferentes. Isto se dá por que a moral e os costumes mudam conforme a época.
Os antigos celtas, egípcios, romanos, etc. já relatavam esses contos.
Por exemplo, o conto do Aladim tem origem na China e depois foi incorporado pelos árabes, só depois veio para o ocidente.
O conto da Bela e a Fera é francês. O da Branca de Neve da Europa Oriental, a Pequena Sereia é holandês, e assim por diante.
Outra caracteriza do conto de fada é ele ser universal, se for contado para qualquer criança, de qualquer etnia, em qualquer lugar do mundo será compreendido.
Porém, uma coisa todos tem em comum, o conto de fadas é uma narrativa da trajetória da “alma”, ele traduz as várias etapas da jornada da personalidade para seu pleno desenvolvimento.
Esse significado oculto, não se modifica com as mudanças que ocorrem com o passar do tempo, essa adequação que sofrem a cada época.
Isso é muito interessante, é como se uma linguagem cifrada estivesse escondida por trás dessas histórias, que sempre nos cativaram mensagens essas, que provém dos ancestrais e se mantém atuais.
Quantos filmes atuais são uma releitura dos contos de fadas? Eles são modernos e populares, tanto hoje em dia, como foram em  épocas mais remotas.
Quando uma pessoa se identifica com um determinado conto, isso indica que esse conto específico traduz o cerne da personalidade dessa pessoa especifica, nesse momento presente que ela está vivenciando.
Ao analisar o conto em que a pessoa se identifica, indica ao psicólogo muito sobre essa pessoa.
Saber fazer uma interpretação do conto é de grande ajuda, para entender as transformações da vida dos indivíduos.
Por exemplo: normalmente o personagem central da historia não tem mãe, muitos personagens tem madrasta. Peguemos o conto da Branca de Neve.
O papel da mãe muda conforme a criança vai se desenvolvendo, assim quando ela nasce o papel da mãe é de acolhimento e proteção, conforme a criança cresce, a mãe deve deixar de acolher e preparar a criança para o mundo, assim ela deve muitas vezes “empurrá-la” para vida.
Surge então à mãe “madrasta”, o que seria da Branca de Neve se a madrasta não a tivesse expulsado?



Ela não teria se virado e descoberto seus potenciais, não teria encontrado os sete anões (as sete virtudes da alma) e nem o príncipe encantado (seu outro lado), o príncipe encantado, geralmente não tem nome. Pois, não representa uma pessoa, mas sim uma faceta da própria personalidade, o oposto que completa.
Como dá para perceber os contos de fadas são muito mais complexos do que uma simples história para criança dormir, ele traduz muita coisas do que somos.






 E viveram felizes para sempre...


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