Com o tempo a população humana foi crescendo uma vez que os homens já haviam aprendido onde e como encontrar alimentos, a dificuldade de locomoção se tornaram grandes, pois como transportar tantas pessoas e coisas de um lugar para outro assim surgiu a necessidade de dos seres humanos se tornarem sedentários. Começaram a viver em um só lugar onde pudessem plantar e criar animais que se tornaram domesticados.
Esse processo se deu de uma forma lenta e gradual, não foi de uma hora para outra.
O mito de Caim e Abel se refere a essa fase de transição. Caim era sedentário e Abel era nômade. Quando Caim matou Abel. Ele matou um modo de vida.
Alguns estudiosos afirmam que Stonehenge na Inglaterra seria um monumento para facilitar essa transição.
Os povos nômades seguiam o ciclo lunar, para se tornarem sedentários era necessário que seguissem o ciclo solar. Ciclo necessário para o cultivo de vegetais.
Essa construção antiga em pedra teria como finalidade facilitar e justificar essa transição do modo de vida dos povos antigos.
Mesmo se tornando sedentários a consciência deles, ainda era grupal, não havia uma diferenciação da consciência coletiva.
Um bom exemplo é o povo celta dessa época, que viviam em pequenos agrupamentos independentes, mas não existia uma diferenciação entre seus membros, todos eram iguais.
Quando os romanos invadiram a Grã Bretanha por volta do ano de 60 d. C. Foi Boadecea, considerada a primeira rainha celta que uniu as diversas tribos que viviam nas proximidades e conseguiram enfrentar os romanos, até então não havia uma identidade "nacional" entre os celtas ou uma hierarquia.
Conforme os povoamentos humanos foram
crescendo, mais alimentos sobravam, assim começaram a surgir os líderes e os
sacerdotes.
A consciência grupal foi se deslocando
do grupo para a figura de autoridade, o chefe ou sacerdote era agora o foco da
consciência, o grupo deixava de ter importância. O importante era garantir que
a linhagem escolhida fosse preservada.
Essa condição se manteve durante
séculos, até meados da idade média quando as dinastias reais foram sendo
substituídas por outros tipos de lideranças.
A consciência começou a migrar mais uma
vez, o foco deixou de ser o rei ou o sacerdote e passou para o indivíduo, o
indivíduo começou a se perguntar qual sua função no esquema das coisas, como
ele poderia viver mais e melhor.
A consciência se tornou egocêntrica, ou
seja focada no indivíduo.
Por isso que, muitas pessoas se
perguntam por que vivem-se em uma época onde impera o egoísmo.
Nesta fase que o Homo sapiens se encontra, porém começam a surgir vestígios da
próxima etapa da consciência humana.
Que seria a consciência individual
ampliada com a grupal, ou seja, o indivíduo se vê como uma identidade única
dentro de uma totalidade grupal, ele faz parte de algo maior, a humanidade, o
mundo, o universo.
A preocupação com o meio, os animais, as
florestas, nada mais é do que os sintomas dessa ampliação de consciência do ser
humano. A consciência que cada um é apenas uma gota no vasto oceano que é a
vida, mas cada gota é importante para forma esse mesmo mar.
Qual seriam as outras etapas do
desenvolvimento humano?
Para responder essa questão precisa-se
discorrer sobre o desenvolvimento pessoal do ser humano e perceber como os dois
estão interligados, o desenvolvimento individual e o desenvolvimento da
humanidade.
O tema sobre o desenvolvimento
individual será explanado em outro artigo.
Claro que esse desenvolvimento não se dá
de forma homogênea em todas as etnias e nem em todo o indivíduo. Sendo que
alguns ficam retidos em alguma etapa do desenvolvimento
Evidentemente que aqui se explanou sobre
uma ideia que é muito vasta, para se compreender toda essa hipótese é
necessário abranger várias áreas do conhecimento como: biologia, antropologia,
psicologia, história, só para citar algumas.
Bibliografia:
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São Paulo: Record, 2008.
DIAMOND, Jared. Armas,
Germes e Aço. O Destino das Sociedades Humanas. São Paulo: Record, 1997.
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Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso. São Paulo: Record. 2012.
NEUMANN, Erich. História
da Origem da Consciência. São Paulo: Cultrix, 1968.
MITHEN, Steven. A
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