quarta-feira, 24 de setembro de 2014

IV. Consciência


      Com o tempo a população humana foi crescendo uma vez que os homens já haviam aprendido onde e como encontrar alimentos, a dificuldade de locomoção se tornaram grandes, pois como transportar tantas pessoas e coisas de um lugar para outro assim surgiu a necessidade de dos seres humanos se tornarem sedentários. Começaram a viver em um só lugar onde pudessem plantar e criar animais que se tornaram domesticados.
       Esse processo se deu de uma forma lenta e gradual, não foi de uma hora para outra.
O mito de Caim e Abel se refere a essa fase de transição. Caim era sedentário e Abel era nômade. Quando Caim matou Abel. Ele matou um modo de vida.
        Alguns estudiosos afirmam que Stonehenge na Inglaterra seria um monumento para facilitar essa transição.
        Os povos nômades seguiam o ciclo lunar, para se tornarem sedentários era necessário que seguissem o ciclo solar. Ciclo necessário para o cultivo de vegetais.
        Essa construção antiga em pedra teria como finalidade facilitar e justificar essa transição do modo de vida dos povos antigos.
          
        Mesmo se tornando sedentários a consciência deles, ainda era grupal, não havia uma diferenciação da consciência coletiva.
       Um bom exemplo é o povo celta dessa época, que viviam em pequenos agrupamentos independentes, mas não existia uma diferenciação entre seus membros, todos eram iguais.
        Quando os romanos invadiram a Grã Bretanha por volta do ano de 60 d. C. Foi Boadecea, considerada a primeira rainha celta que uniu as diversas tribos que viviam nas proximidades e conseguiram enfrentar os romanos, até então não havia uma identidade "nacional" entre os celtas ou uma hierarquia.
Conforme os povoamentos humanos foram crescendo, mais alimentos sobravam, assim começaram a surgir os líderes e os sacerdotes.
A consciência grupal foi se deslocando do grupo para a figura de autoridade, o chefe ou sacerdote era agora o foco da consciência, o grupo deixava de ter importância. O importante era garantir que a linhagem escolhida fosse preservada.
Essa condição se manteve durante séculos, até meados da idade média quando as dinastias reais foram sendo substituídas por outros tipos de lideranças.
A consciência começou a migrar mais uma vez, o foco deixou de ser o rei ou o sacerdote e passou para o indivíduo, o indivíduo começou a se perguntar qual sua função no esquema das coisas, como ele poderia viver mais e melhor.
A consciência se tornou egocêntrica, ou seja focada no indivíduo.
Por isso que, muitas pessoas se perguntam por que vivem-se em uma época onde impera o egoísmo.
Nesta fase que o Homo sapiens se encontra, porém começam a surgir vestígios da próxima etapa da consciência humana.
Que seria a consciência individual ampliada com a grupal, ou seja, o indivíduo se vê como uma identidade única dentro de uma totalidade grupal, ele faz parte de algo maior, a humanidade, o mundo, o universo.
A preocupação com o meio, os animais, as florestas, nada mais é do que os sintomas dessa ampliação de consciência do ser humano. A consciência que cada um é apenas uma gota no vasto oceano que é a vida, mas cada gota é importante para forma esse mesmo mar.
Qual seriam as outras etapas do desenvolvimento humano?
Para responder essa questão precisa-se discorrer sobre o desenvolvimento pessoal do ser humano e perceber como os dois estão interligados, o desenvolvimento individual e o desenvolvimento da humanidade.
O tema sobre o desenvolvimento individual será explanado em outro artigo.
Claro que esse desenvolvimento não se dá de forma homogênea em todas as etnias e nem em todo o indivíduo. Sendo que alguns ficam retidos em alguma etapa do desenvolvimento
Evidentemente que aqui se explanou sobre uma ideia que é muito vasta, para se compreender toda essa hipótese é necessário abranger várias áreas do conhecimento como: biologia, antropologia, psicologia, história, só para citar algumas.
Bibliografia:
CORNWELL. Bernard. Stonehenge. São Paulo: Record, 2008.
DIAMOND, Jared. Armas, Germes e Aço. O Destino das Sociedades Humanas. São Paulo: Record, 1997.
_______. Colapso. Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso. São Paulo: Record. 2012.
NEUMANN, Erich. História da Origem da Consciência. São Paulo: Cultrix, 1968.
MITHEN, Steven. A Pré-História da Mente. São Paulo: UNESP. 1998.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

III. Limiar da Consciência


Hoje em dia os biólogos admitem que não há parâmetros para diferenciar os animais dos humanos.

Tudo aquilo que se acreditava que havia de diferente não é mais uma certeza. Por exemplo o humor, os animais têm senso de humor e sabem fazer brincadeiras.




Possuem cultura própria e a passam para seus descendentes.



 

Tem linguagem própria, chegando até ter dialetos, como as baleias e os golfinhos dependendo do grupo.



 

Possuem essência do belo e modificam seu ambiente.

 




Assim, quando se discorre sobre os animais não se tem condições de saber o grau de consciência deles, é o mesmo que se estivesse tentando dialogar com “extraterrestre”. Os humanos não os compreendem.

Muitos biólogos estão fazendo trabalhos nesta área e chegando a conclusões incríveis.

Porém sabe-se como o Homo sapiens desenvolveu sua consciência.

Quando os primeiros humanos surgiram eram nômades, coletores-caçadores.
 



Não havia ainda plantações, criação de animais, o homem ainda não tinha desenvolvido essas técnicas.

Todo o tempo disponível era gasto na procura de alimentação e esta não era muito abundante. A sobrevida de uma criança nessa época era cinco anos.

Os alimentos ainda eram disputados com outros animais, as ameaças eram muitas e de todas as formas: predadores, doenças, o tempo, etc.

A sobrevivência foi a maior preocupação, assim toda a ação visava a subsistência do grupo.

A consciência era grupal, não havia condições para o individualismo.

Tinham consciência do pertencer ao grupo, não havia a conjetura da sobrevivência sozinho ou de esconder qualquer coisa dos outros membros, pois se o grupo não sobrevivesse, o indivíduo também não conseguiria.

Desta forma os indivíduos sentiam que pertenciam ao grupo, eles eram o próprio grupo.
Indivíduo e grupo formavam uma unidade indissolúvel.

Com o tempo foram desenvolvendo técnicas de caça e coleta cada vez mais sofisticadas, em grupo podiam caçar animais cada vez maiores, assim começaram a desenvolver ferramentas mais elaboradas para caça e ferramentas para guardar e transportar seus objetos de uso cotidiano.

Perceberam o ciclo da natureza, onde e quando era mais propicio encontrar determinado alimento e estabeleceram rotas de passagens em períodos determinado do ano em certos terrenos.

Conforme os alimentos foram ficando mais abundantes, puderam dispensar alguns elementos do grupo para fazer tarefas especificas que não fossem a procura de alimentos, esses indivíduos se tornaram os primeiros artesões conhecidos. Agora alguns elementos do grupo podiam se ater na manufatura de armas para caça, artigos para facilitar o dia a dia, como transporte e mesmo os primeiros enfeites corporais.

Porém ainda não havia uma diferenciação importante dentro do grupo, todos possuíam os mesmos extratos sociais, a mesma unidade.   

 
 
Bibliografia:
MITHEN, Steven. A Pré-História da Mente. São Paulo: UNESP. 1998.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

II. Uma Jornada Fantástica




O Homo sapiens está interligado com todo ser vivo no planeta, desde o menor até o maior ser.

Os seres vivos são compostos com os mesmos componentes que formam o DNA: adenina, citosina, guanina, tiamina. Por exemplo, o Homem tem uma correspondência de equivalência genética de 70% com o milho.

Os elementos do planeta  orgânicos e inorgânicos possuem a mesma composição: o carbono.

Os humanos carregam biologicamente toda a evolução do universo, desde o Big Bang, até os dias de hoje. O Homem é elo dessa corrente e tem marcado no interior do corpo (nas células) essa história.

O mesmo acontece com a mente ou no âmbito psicológico portando essas histórias já vividas dos ancestrais, não só dos avós e bisavós. Mas, todos os ancestrais que já viveram antes do Homo sapiens desde a criação do universo.

O interessante é saber que, o Homo sapiens conviveu com outras espécies de Hominídeos e somente ele sobreviveu até os dias de hoje.

Alguns autores, como Arsuaga (2005) afirma que eles interagiram entre si e até se acasalaram, neste caso o Homo sapiens atual é o resultado da  combinação de todas as espécies de Hominídeos já existentes.

 


Bibliografia:

ARSUAGA, Juan Luis. O Colar do Neandertal. São Paulo: Globo. 2005.   

Imagens:

http://www.universetoday.com/102783/kapow-keck-confirms-puzzling-element-of-big-bang-theory/

http://historiasdaprehistoria.blogspot.com.br/2014_02_01_archive.html

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

I. Psicologia Evolutiva

 
 

 
A psicologia evolutiva é uma linha de pensamento da psicologia muito estudada nos Estados Unidos e Europa.

O termo evolução provém do latim evolutivo significa desabrochamento, ou mudança, geralmente usado como referência para a evolução biológica e mudanças nas características da vida. O vocábulo, hoje aplica-se, também, a outras situações e pode se referir a mudanças no âmbito social, cultural, econômico, político, religioso, do mito. Encontram-se atualmente expressões como: evolução cultural, social, do mito, dentre outras.

A teoria da evolução adaptativa de Charles Darwin (1822-1884), atualizada por pesquisadores contemporâneos, permeiam e completam as teorias psicológicas.

A psicologia evolutiva consiste em compreender, analisar e orientar a pessoa, desde sua concepção ao final da vida, sendo que, esse sujeito vai trilhar o mesmo caminho que os seus ancestrais percorreram antes dele.

Não é uma trajetória desconhecida no decorrer da evolução humana, apesar de ser assustador por sua condição de descoberta e afirmação de sua identidade e autonomia. O indivíduo segue a mesma estrada percorrida antes dele pela própria espécie. Nesse caminho deixou marcas impressas da sua jornada, que podem ser seguidas pelos que virão depois.

O desenvolvimento da humanidade se reflete no desenvolvimento do indivíduo. O desabrochar da consciência individual passa pelos mesmos estágios da consciência da espécie humana e vice-versa.

A história da evolução humana é a história do desenvolvimento da consciência humana (no caráter individual ou coletivo).

Ao se analisar um caso pode-se perceber em que estágio do desenvolvimento o indivíduo está e orienta-lo de como passar para o estágio seguinte, fazer com que ele possa se conhecer e tomar suas decisões baseadas unicamente nas suas necessidades de crescimento interno e melhoria dos relacionamentos com os outros.