segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Origem dos Mitos






O Homo sapiens começou realmente se diferenciar dos seus semelhantes a partir da descoberta do fogo, com isso conseguiu se alimentar melhor, mas também começou a ter mais horas de sono, pois com o fogo eles conseguiam ter mais segurança, uma vez que a maioria dos predadores tem medo do fogo.

Com isso o cérebro humano se desenvolveu mais depressa.

Com mais horas de sono vieram os sonhos, o cérebro pode assimilar e coordenar melhor suas funções neurais, aumentando sua capacidade e complexidade.

O pensamento se torna mais abstrato, com um poder de simbolismo mais abrangente. Com o aumento do período de sono começam a surgir as figuras oníricas e o contato com os deuses.

“A substancia de que somos feitos é igual à dos sonhos e entre um sono e outro decorre a nossa curta vida”. (Shakespeare)

 

O sonho está presente até mesmo nas representações artísticas em uma tentativa de entendimento dos fenômenos que cercam os Homens. Sonho, fruto da evolução do cérebro humano em seu caminho para a formação da sua identidade.

O cérebro é certo, o fruto de um processo genético lento, mas efetivo, através das eras, os determinismos genéticos, que agiriam no sono paradoxal e nos sonhos, seriam uma espécie de pré-programa para o desenvolvimento psíquico e cognitivo que se desenvolveria na temporalidade.

Assim o sonho também está relacionado com a formação da imaginação e linguagem em última análise seria o motor condutor da inteligência simbólica, o indivíduo seria capaz agora a criar e recriar o mundo em si e no mundo real.

A partir desse fenômeno começam a surgir os mitos que tentam dar uma ordem no caos que até então os Homens viviam, ou seja, tentar dar um sentido no mundo em que os Homens existiam.

 

A função do mito é como se fosse um caminho que leva o sujeito a uma transformação, desprendendo-o de suas condições históricas locais e conduzindo-o a um tipo de experiência inefável, ao mesmo tempo prende-o ao seu sistema familiar de valores, atividades e crenças historicamente condicionados.

A origem do mito permite a procedência de uma pluralidade de expressões possíveis que não conseguem promulgar a totalidade da realidade, mas sim a discrepância do Homem e sua relação com o mundo. Do mito surge a criatividade humana e dos arranjos que caracterizam a personalidade.

A concepção do mito é um artificio da mente humana que promulga o ilimitado orbe dos sonhos.

A partir dos sonhos cada vez mais elaborados os Homens tentam dar um sentido em seu universo através dos mitos, assim cada etnia cria sua simbologia para explicar sua realidade, que de outra forma não faria sentido.

 

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