terça-feira, 27 de agosto de 2019

Alquimia e Carl Gustav Jung

JUNG E A METÁFORA ALQUÍMICA

"A alquimia representa a projeção em laboratório
de um drama ao mesmo tempo cósmico e psicológico."
C.G.Jung

A metáfora alquímica junguiana é o resultado de um processo metafórico antecedente e que constitui o processo alquímico em si mesmo conforme a sua realização num momento particular da história.A alquimia, tradição antiquíssima de origem incerta, consiste em uma série de ensinamentos práticos e teóricos voltados à transformação e ao aperfeiçoamento da matéria que se expressaria na transmutação de metais vis em ouro e na preparação do elixir da vida.
Sua origem, particularmente no caso da alquimia européia, parece proceder do Egito onde era associada ao culto do deus Thoth, que se tornou Hermes na Grécia antiga e Mercúrio, em Roma.
Nasce como uma ciência natural que busca a compreensão da própria natureza a partir de uma especulação filosófica, como se pode ver já na filosofia pré-socrática no século VI a C. É dela que nasce o conceito de prima matéria a partir da crença de que o mundo tinha origem em uma única substância que era subdividida nos quatro elementos terra, ar, fogo e água, os quais, segundo diferentes recomposições faziam surgir todos os objetos físicos existentes no universo. Esta idéia, a prima matéria, teve sua evolução chegando com Aristóteles a ser considerada como pura potencialidade, que em seguida adquire forma, quando é atualizada na realidade.
Assim:
"A alquimia é uma ciência natural que representa uma tentativa de entendimento de fenômenos materiais de natureza; é um misto da física e da química desses tempos remotos e corresponde à atitude mental consciente daqueles que a estudaram e se concentraram no mistério da natureza, em especial dos fenômenos materiais. Também é o princípio de uma ciência empírica"
Pode se notar na vida de Jung que a alquimia ocupou um lugar de destaque seja pelo número quanto pela importância dos escritos que ele dedicou a este tema.
Além da busca do significado de alguns sonhos que levou Jung à constatação de ser "condenado a estudar a alquimia desde o princípio", o seu contato com a alquimia se dá através da leitura do Segredo da flor de ouro, texto esotérico taoísta chinês, pouco conhecido naquela época e traduzido parra o alemão por Richard Wilhelm, que o enviou em 1928 para que Jung fizesse uma apreciação(6). A partir deste momento Jung irá estudar a alquimia, estudo este que irá se estender por quase quinze anos antes que ele publicasse algo a respeito do tema.

O SIGNIFICADO METAFÓRICO
O significado metafórico da alquimia para Jung poderia ser visto nesta suas palavras:
"O problema central da psicologia é a integração dos opostos. Isto é encontrado em todo lugar e todos os níveis. Em Psicologia e Alquimia (Obras 12) ocupei-me da integração de Satanás.[...] Isto se realiza por meio de um processo simbólico muito complicado que coincide a grosso modo com o processo psicológico da individuação. Em alquimia este processo se chama conjunção de dois princípios.[...] As operações alquímicas eram reais, somente que a sua realidade não era física, mas sim psicológica. A alquimia representa a projeção em laboratório de uma drama ao mesmo tempo cósmico e psicológico.[...]
Na linguagem dos alquimistas a matéria sofre até que a nigredo desapareça; então a cauda do pavão ( cauda pavonis) anunciará a aurora e surgirá um novo dia, a leúkosis ou albedo. Mas neste estado de brancura não existe verdadeira vida, é um estado abstrato, ideal. Para infundir-lhe vida é preciso infundir-lhe "o sangue", a rubedo, o vermelho da vida. Somente a experiência de todos os estágios do ser pode transformar o estado ideal da albedo em uma forma de existência plenamente humana. Somente o sangue pode vivificar o estado de consciência mais alto, no qual é dissolvida o último traço de negrume, no qual o demônio não tem mais existência autônoma mas é integrado reconstituindo a profunda unidade da psique. Então a opus magnum está completa: a alma humana está completamente integrada."

#Psicologiaafins #psicologia #psicoterapia

domingo, 4 de agosto de 2019

O arquétipo feminino: uma redefinição

O Arquétipo Feminino: O re-despertar.

O mundo contemporâneo assiste a transformações intensas e rápidas.

Quase que diariamente  modificações importantes ocorrem nos mais diversos setores.

Crise é uma palavra repetida e sentida em todos os meios.

Vivem-se os efeitos devastadores de um modo de vida que se mostrou não natural, não ecológico e não evolutivo.

Destruindo os recursos,  ignorando o bem estar das próximas gerações.

O velho procedimento de muitos povos indígenas segundo o qual cada ato deve ser pensado em suas conseqüências  até a  sétima geração perdeu-se completamente  neste mundo consumista e imediatista.

Quantos  compreendem que a Terra é como um aquário,  com recursos finitos?

Fome, doenças, guerras, destruição ambiental,  crises sociais, enfim uma longa lista de desequilíbrios pode ser descrita.

Mais do que nunca necessitam-se estar plenos em nós mesmos para lidar com esses desafios e ainda realizar algo na busca de um equilíbrio maior.

As graves questões levantadas no dia a dia não podem ser respondidas satisfatoriamente enquanto continuar a ser esses entes fragmentados, neuróticos, isolados de si mesmos.

É necessário recuperar a totalidade se desejarmos de fato  auxiliar nessa guerra entre as forças da consciência e da inconsciência que é travada instante a instante.

A crise que o mundo atravessa tem uma de suas causas na negação do feminino.

Portanto, a volta do feminino não deve  ser encarada como um  fenômeno passageiro, uma excentricidade ou um movimento inovador, descontextualizado.

É  antes de mais nada o equilíbrio se restabelecendo.

Este ponto é fundamental.

Quando o feminino foi perdido, quando as doutrinas patriarcais subjugaram as velhas tradições e impuseram seus valores limitados ao mundo, não foi apenas a mulher que perdeu.
Os homens também muito perderam,  pois cada homem traz dentro de si a anima, aspecto complementar e importante de sua psique que mal trabalhada os torna menores e menos humanos.

Quando a Deusa foi oculta e seu arquétipo deturpado pelo clero machista e patriarcal, não apenas a mulher deixou de ter acesso ao seu imenso potencial, como os homens, também  perderam uma parte profunda da sua essência  o que os tornou menos homens, reduzidos a máquinas, a  machos,  machucados  por terem perdido parte da realidade.

E desde então seguem desanimados por terem sido subtraídos de aspectos da anima.

O renascer do feminino.

Após tanto tempo dominados por uma cultura patriarcal que nega os valores femininos e leva a uma abordagem linear e fragmentada da realidade se está vivendo novamente o renascer do feminino na cultura.

Exausta  após uma longa dominação  por paradigmas que  levaram a esse momento em que se vive sob a ameaça de  extermínio não só da raça humana, mas,  de toda a vida, a crise ecológica sem precedentes, o caos social, observa-se a humanidade em busca de novos caminhos.

E sendo o feminino a contraparte natural do masculino e mais ainda, a força predominante da natureza  é sua volta que marca  um passo real na busca desse equilíbrio perdido.

Há uma relação dinâmica,  dialética, entre os princípios feminino e masculino  e qualquer subjugação de um pelo outro resulta em desequilíbrio, em desarmonia.

Para todas as culturas, em vários  locais e em várias épocas o  numero 4 é representação simbólica da base e da estabilidade, sendo considerado sagrado.

Assim existem as quatro direções, os quatro elementos e tantos outros níveis de manifestação do quatro.

As quatro faces da Deusa, entendendo por Deusa um símbolo da energia feminina.

Mas o que é a energia feminina?

Como ela se distingue da masculina?

Antes da diferenciação, antes da vinda do  Yin e do  Yang, do homem e da mulher,  há o Tao,  o andrógino que em si reúne as duas polaridades.

No primeiro momento onde há apenas um Todo indiferenciado a vagar em si mesmo.

Então num certo momento esse Todo emana de si mesmo e a manifestação tem início.

O Todo emana uma parte de si mesmo.

O grande Dragão indiferenciado  bota um ovo e o envolve.

Desse ovo nasce o mundo tal qual o compreendemos.

Neste processo  surge em primeiro plano a energia  indiferenciada,  andrógina, plena.

Depois num outro momento ocorre a diferenciação, quando dois aspectos desse mesmo Todo tomam forma e aqui encontramos  o primeiro masculino e o primeiro feminino.

Temo-se que ter muita sutileza para realmente compreender esse processo, pois os referenciais de nossa cultura podem nos confundir, uma vez que eles desprezam, de forma explicita ou implícita o feminino.

A energia que estimula a vida é tida como masculina, e a que gera como feminina.

É dialética a relação que se estabelece entre essas duas forças, nenhuma é mais importante ou mais  “potente”.

São complementares, oriundas e impregnadas da mesma fonte, apenas aspectos diferentes no mundo da manifestação.

Dimensão, dois, tudo que o que aqui se manifesta é  dual.

Masculino e Feminino são  dois  momentos de manifestação da inenarrável energia original da qual emanamos, a mesma que mais tarde vai ser usada pelas  hierarquias criadoras para  criar mundos e seres.

Em quatro momentos vamos encontrar essa energia.

Podemos tecer analogias.

As  quatro estações,  as quatro fases da lua. Os quatro momentos do dia: manhã, tarde, noite e madrugada.

Assim encontra-se as quatro faces dos Deuses e das Deusas.

O menino, o amante, o pai e o ancião.

A menina, a amante, a  mãe e a anciã.

Cada um desses aspectos revela no homem e na mulher uma manifestação da Totalidade em si.

Na vida passa-se por estes quatro aspectos.

São eles; infância, juventude, maturidade e velhice.

Vive-se de forma mais ou menos intensa e consciente, mas eles estão nas vidas, se estiver de fato vivos(vivas)  e não apenas sobrevivendo como é mais comum.

Uma coisa que se perdeu na cultura ocidental, a cultura dominante que hoje escraviza com seus (pré) conceitos,  são os ritos de passagem.

Se deixou de marcar, comemorar e ritualizar, os momentos de passagem de um estado para outro.

Assim o menino e a menina não mais percebem quando deixam esse estado e se tornam jovens, e o adulto não mais  tem sua entrada nessa fase marcada por ritos que re-atualizam suas lembranças de estar numa nova fase de sua vida, tão pouco a  idade da sabedoria é marcada por algum sinal.

Com esta ausência dos ritos de passagem, perde-se enquanto indivíduos e perde a sociedade como um todo por deixar de ter pessoas realmente integradas em seu seio.

Essa perda dos ritos de passagem,  os quais ainda existem nas  culturas chamadas primitivas, priva os indivíduos de perceber a sincronicidade com o Transcendente e com os arquétipos universais .

Impedem de mergulhar em si mesmos e descobrir as faces do Deus e da Deusa no interior si mesmo

E como compreender a Divindade, quando a se  ignora em si mesmos?

Cada mulher traz o ânimus em si e cada homem traz a ânima.

Não se pode mais seguir com  a vida, assim tão desanimados, como se vê as pessoas no cotidiano.

É necessário re-atualizar o elo com a Totalidade  e só como seres completos pode-se realizar esse rito de união.

Portanto a redescoberta do feminino não é um caminho apenas das mulheres.

Houve uma perda para os homens também e necessário uma jornada iniciática de recuperação da ânima.

Há ainda outro ponto importante.

Fala-se muito na perda do feminino e na sua volta, no seu redescobrir.

Mas quem disse que o masculino está de fato presente?

Pois a cultura dominante é segmentada, neurótica e esquizofrênica, realmente patológica.

Dentro deste princípio simples, só nossa profunda ignorância do valor da vida nos leva a aceitarmos os governos estabelecidos, com sua loucura suicida  e desequilibrada.

Tem-se que compreender que não está o masculino  de fato presente na cultura.

A cultura dominante é hoje regida por um clero patriarcal e neo cristão.

Seus valores são anti ecológicos, predadores, valorizando uma relação parasitária com outros povos e nunca  optando por saídas inteligentes que envolvessem o comensalismo ou a simbiose.

A guerra foi transformada numa industria e uma grande parte dos recursos naturais e muitas mentes brilhantes estão empregados agora em construir armas com maior capacidade de exterminar a vida, ao invés de preservá-la.

E através de uma intensa campanha  de propaganda valores falsos são impostos à pessoas despreparadas para tal  “lavagem cerebral” via mídia.

Assim o homem perde sua  condição original e se torna apenas um macho.

E o macho não é homem, não é pleno, é  doente, machucado, por negar o feminino que traz em si.

Escondendo a dor de sua incompletude em atitudes belicosas, em lutas pelo poder, o poder sobre outros, pois é incapaz de ser senhor de si mesmo.

Incapaz de amar, pois não ama a si mesmo,  está só, frustado e carente, escondido nas máscaras de senhor e do poderoso, mas, como o mágico de Oz, é apenas uma criança projetando uma falsa imagem. Infelizmente sem a sensibilidade deste.

Raros homens conseguem realmente amadurecer.

A maioria  estaciona na fase da puberdade e ficam assistindo a seus jogos adolescentes por toda a vida, mudando o nível do jogo, mas ainda em disputas dentro de valores de ter e se firmar perante o meio, respondendo a padrões  completamente adolescentes e imaturos.

O ser humano está incompleto.

E incompleto não consegue a harmonia.

Não encontrando  sua contraparte dentro de si mesmo, não a reconhece no exterior.

Privando-se de um real contato com  as mulheres à volta, apenas usando das fêmeas que conhece para  que os impulsos biológicos determinados pela raça se satisfaçam e suas imensas carências tentem ser sanadas.

Então a sexualidade acaba se tornando uma outra arena de poder, onde o prazer, orgasmo pleno entre os parceiros é perdido.

Isolados de sua plenitude homens e mulheres,  robotizados, menos que humanos, caminham em vidas estéreis, sem amor,  em jogos de  poder e dominação, de insegurança e medo, por não estarem completos em si mesmos e assim buscam fora o que está dentro de si .

Um exemplo claro  está na lenda de antigos povos  da região do médio oriente, recontadas pelos hebreus.

Nesta lenda  o homem, a mulher e a serpente são símbolos para os três centros que trazemos em nós.

Assim  a  serpente  é quem indica  à mulher algo que esta transmite ao homem.

Por conta dessa lenda e da interpretação literal de seu simbolismo  ficou a mulher marcada em todas as  religiões que mais tarde surgiram dessa tradição como um ser  inferior, por intermédio do qual o  ‘pecado’ entrou  no mundo.

Isso está profundamente gravado na psique de muitos povos e é difícil dar o primeiro passo que é entender ser essa lenda um símbolo,  uma alegoria.

Em muitos outros povos as lendas foram deturpadas e a mulher foi afastada de sua essência pelo medo das forças patriarcais dominantes.

Como povos indígenas brasileiros, que contam de Jurupari.

Antes dele só as mulheres podiam exercer os ofícios mágicos, mas ele veio e  roubou delas o poder, e agora as flautas mágicas não podem ser vistas ou tocadas pelas mulheres, só pelos homens em suas festas.

Esse afastamento da mulher do núcleo das religiões sempre foi justificado com essas interpretações equivocadas das lendas antigas.

Como bem coloca Freud temos uma educação religiosa muito intensa quando ainda somos muito novos e nossa educação sexual em contrapartida é atrasada.

E  hoje, na  erAIDS se ensina  sexo sob o signo do medo, da Morte, quantos “orientadores  sexuais” frustados e  irrealizados em  sua  própria  sexualidade  estão hoje  ensinando adolescentes  que  sexo é morte, é medo. Eros confundido  com  Thanatos  e  Fobos.

E religiosamente transformamos  belos mitos em moralismos  tacanhos .

Conceitos complexos são apresentados antes que a mente esteja madura para com eles lidar.

Por isso fica difícil lidar com tais idéias, eles estão armazenados em níveis pré racionais, cercados de medo.

O primeiro passo para mergulhar na questão do feminino é  desfazer em si mesmo essa confusão que nos deram como parte de nossa educação.

Raríssimas pessoas conseguem escapar dessa armadilha.

Mas sem sair dela tudo o que podemos alcançar intelectualmente pode se desfazer subitamente.

Portanto mergulhar no feminino e resgatar seus valores é  enfrentar os paradigmas que fizeram da civilização euro-burguesa que nos domina  aquilo que ela é hoje.

Sim,  resgatar  a  princesa  oculta no fundo da caverna é enfrentar os monstros que a deixaram e a guardam.

É uma verdadeira jornada iniciática, em busca da  princesa que dorme na alta torre, ornando-lhe a fronte, uma grinalda de hera.

E o buscador a principio é dela ignorado, ele para ela não existe, ela para ele é ninguém.

Mas um dia, após vencer a estrada e os perigos que nela estavam,  ele poderá entrar na torre, levar a mão, erguer a hera, e descobrir que ele mesmo era a princesa que dormia.

Essa frase, transcrita de um poema de Fernando Pessoa mostra bem a fundamental  importância desse reencontro com o feminino.

Descaracterizando o feminino acaba por  descaracterizar o masculino. O retorno do feminino não é apenas  interessante as mulheres, mas, também para os homens, poderem recuperar a plenitude a medida que os valores femininos forem restaurados em sua plenitude.

O conceito de força e fragilidade é outro par de idéias que muito foi deturpado.

Este conceito ficou tão arraigado, estereotipadamente, que  a cultura dominante conseguiu fazer com que a maioria das pessoas os aceite como naturais sem se detererem para um questionamento mais sensato.

O homem é forte, a mulher é frágil.

Alguns pensadores chegam a usar o termo feminino como sinônimo de  fragilidade, fraqueza e comportamento histérico.

Falam de valores viris e de homens que  ao desequilibrarem-se  ficam como mulheres frágeis e histéricas.

Tal deturpação do sentido do feminino mostra quão longe se está da harmonia na cultura atual e o quanto é necessário trabalhar para restabelecê-lo .

Ao mesmo tempo atribuem ao masculino a potência, a força.

A violência, a  “Hybris”  fica confundida com um valor de virilidade e  desde Francis Bacon os cientistas, homens, falam em  explorar a Terra, arrancar da natureza seus segredos.

São conceitos  tidos até  como “naturais”  por muitos pensadores.

Entretanto uma observação atenta das mulheres leva a conclusões diametralmente opostas.

Há uma cena evocada por Frank Herbert em um dos  livros da série Duna.

Ele fala de uma mulher tocando um arado, um filho pequeno amarrado em si.

Essa mulher está ali, trabalhando pela manutenção da vida. Ela é o elo da vida.

Seu filho mais velho e seu marido?

Estão em alguma guerra , convocados por algum senhor feudal que se sentiu ofendido por atitudes tolas de um de seus pares. Homens em brigas imaturas e egóicas.

Caminhando em morte suas vidas.

Esses homens em guerra serão lembrados pelos livros de história, mas o elo da vida, a força da sobrevivência da espécie  está nessa mulher, simples, anônima  com o filho ao lado,  tocando com esforço o arado, para que a Terra continue dando  o que comer.

O barão ladrão que convocou a guerra terá seu nome citado e provavelmente ao passar por esta cena não perceberá que nela está a força da vida e da continuidade. Tudo destruirá.

Ele será tido como herói,  mas é apenas um desequilibrado gerando mais desequilíbrio, enquanto a força da vida continua, quase imperceptível, mas com toda sua força em mulheres como esta.

Amplo  tema a ser meditado. Com cuidado e atenção.

#Psicologiaafins #psicologia #psicoterapia