O Labirinto
O labirinto é um símbolo ancestral, o qual está presente nas mais diversas culturas, tanto no Ocidente quanto no Oriente.
Ele é normalmente representado como um complexo de caminhos enredados, elaborados de forma a desnortear aqueles que tentam encontrar a saída.
O termo ‘labirinto’ designa um percurso sinuoso, com ou sem cruzamentos, becos-sem-saída e falsas pistas, destinado a perder ou enganar o intruso que nele penetra.
Simbolizando a vida cheia de idas e vindas, das voltas que não se entendem, das aparentes aniquilações dos trabalhos feitos, da necessidade de reiniciar uma e outra vez.
Lição moral do Labirinto
Essas situações da vida real, nas quais o caminho parece perdido e o trabalho de uma vida desperdiçado, em que não se vê mais o ponto de chegada, também são momentos de tentação.
Tentação de desânimo, de desesperança, de cruzar os braços, de renunciar ao caminho, de desistir.
Ele simboliza os desafios e as aflições que os indivíduos precisam atravessar para se depurar e assim alcançar a tão sonhada sabedoria, ou seja, a conscientização.
É neste momento que o indivíduo alcança o núcleo de si mesmo.
A forma labiríntica pode ser encontrada em edificações tridimensionais, como o mítico Labirinto de Creta, um dos principais mitos gregos. Ou em jardins construídos neste formato, nas pinturas, nos desenhos impressos em jornais, entre outros espaços antigos e modernos, como a Internet, concebida igualmente como um labirinto.
O labirinto representa em última instância a busca interna de si mesmo e sua completa realização como Ser Humano.
O indivíduo que consegue atravessar o labirinto que representa sua vida, estará apto a enfrentar qualquer dificuldade que se deparar.
Pérola Goretti
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