quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Conciência individual


Como já foi discutido breve relato do desenvolvimento da consciência na espécie humana, agora se discorrerá sobre o desenvolvimento da consciência individual e sua correlação com a própria espécie.

A consciência que será discutida não é a que tem como definição da consciência medica, essa afirma que bastar estar acordado para se estar consciente. Nem de algumas escolas de psicologia que afirmam que a consciência é “o aqui e agora”.

A consciência que se refere aqui é mais ampla, é o sentido de ser e pertencer.

Saber quem somos e perceber que ao mesmo tempo fazemos parte indissolúvel do próprio universo e de todos os seres nele existente.

O bebê ao nascer não tem consciência própria, sua identidade está diluída com a consciência da mãe, assim ele é a mãe são um só.

Esta etapa é muito semelhante ao primeiro estágio de desenvolvimento da consciência na própria espécie humana.

Conforme vai se desenvolvendo, passa a perceber a existência de outras pessoas ao seu redor, principalmente a figura do pai.

Sua consciência, então se direciona para as figuras paternas, eles passam a representar a maior autoridade, figuras de poder, o que eles dizem ou pensam a respeito da criança tem uma importância fundamental para ela, a criança é capaz de qualquer coisa para agradar os pais, até mudar sua conduta interna para agrada-los.

Aqui a semelhança se dá com a espécie onde a consciência coletiva se concentra nas figuras de poder, como reis ou sacerdotes. Ou seja, os pais são para a criança as figuras de poder, com direitos de vida ou morte sobre ela, assim como os reis ou sacerdotes tinham sobre a população em geral que podiam mandar os indivíduos para uma guerra em nome de algo que o povo geralmente nem compreendiam.

Passando essa etapa do desenvolvimento, a criança tem uma compreensão maior do mundo que a cerca e começa a se perceber como um indivíduo, a consciência se transfere para o próprio eu. Normalmente isso ocorre na adolescência, onde começa o refrão “Eu quero”.

O adolescente nessa etapa não consegue ver o outro, se colocar na situação do outro, tudo é extremista, seus interesses, seus sofrimentos, nessa equação o outro entra somente como reflexo de si mesmo.

Mais ou menos a etapa que a humanidade se encontra, mostrando sinais de transição para outra etapa de seu desenvolvimento.

Essas transições não se dão de uma hora para outra, elas ocorrem pausadamente e vão se mesclando entre si até a nova etapa estar consolidada.

Porém o adolescente cresce, e mais uma vez a consciência vai transferir seu foco, agora, o adolescente começa a perceber o outro, percebe que ele não é o centro do mundo. Interage com o mundo de forma totalmente diferente, quer mudar o mundo, mas do seu jeito, ainda não consegue aceitar que os outros possam ser diferentes ou quer algo que não seja do seu próprio jeito.

O desenvolvimento não para agora, já adulto começa a perceber que nem sempre o que ele quer ou pensa tem correspondência ao que os outros querem começa a respeitar o querer do outro.

A consciência nessa etapa vai se expandindo, ele sabe o que ele é, porém também consegue enxergar o que o outro é e respeitar.

Finalmente, a consciência atinge seu ponto máximo em alguns indivíduos mais cedo do que outros, a consciência faz o indivíduo perceber que ele é único no universo ao mesmo tempo que ele é uno com esse universo.

Mantem sua personalidade intacta e a integra com todos os seres, afinal não há diferenças entre um entre um animal, uma planta, um mineral, as estrelas e o próprio homem e ao mesmo tempo existe uma diferença enorme entre cada um.

Claro que essa explanação é uma tentativa resumida de explicar essas etapas do desenvolvimento da consciência, e que esse processo pode ficar em entanque em algumas etnias ou indivíduos.

Isto quer dizer que nem todos atingem o ápice do desenvolvimento da consciência, seja um grupo humano ou um indivíduo em particular, alguns ficam presos em alguma etapa desse desenvolvimento por diversas razões.

Quando mais sujeitos ou grupos humanos vão chegando a essa etapa, mais os outros que ficaram para “trás” são “puxados” para o passo seguinte.

Por isso que importante que cada indivíduo perceba que sua história pessoal tem importância crucial na história da própria humanidade, seja ele quem for do mais humilde ao mais sábio dos sábios, todos são importantes.

Não importa quem somos, somos UM.

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