sábado, 8 de novembro de 2014

Psicologia do Arquétipo


Todos os dramas já foram vividos. Todas as peças encenadas, só mudam os figurinos.
Para entender o que são os arquétipos (Arqué do grego arché: principal ou princípio. Tipos, do grego túttiç: impressão marca).
Muitos filósofos da antiga Grécia já discorriam sobre os Arquétipos, como: Platão, Plotino, Porfírio.
Até Agostinho, filosofo cristão, que difundiu esse conceito.
Porém Carl Gustav Jung o incluiu na sua teoria analítica.
Para se compreender seu real significado precisa-se abarcar um pouco da teoria do inconsciente coletivo do mesmo autor.
Imagina uma casa que tem uma fiação elétrica em todos os seus cômodos, cada cômodo em particular pode funcionar independentemente dos outros, assim pode-se acender a luz, ligar a televisão, ouvir música, sem interferir, com os outros cômodos da casa. Mas a corrente elétrica é a mesma na casa toda, inclusive fora dela, como nos postes da rua, semáforos, etc.



O inconsciente coletivo é essa força que liga, percorre, cada ser vivo que existe ou existiu na face da Terra. Poder-se-ia até afirmar o Universo.
Para ele não existe tempo nem espaço, todas as vivências, todas as histórias do mundo estão depositadas no inconsciente coletivo, pode-se compara-lo como um grande arquivo, onde essas imagens estão armazenadas por ordem, de emoções e assuntos, e qualquer pessoa em qualquer canto do mundo pode acessa-lo.
Quando descreveu o inconsciente coletivo Carl G. Jung, esparrou na teoria Quântica.
Os Arquétipos são justamente a imagem que foi gravada no inconsciente coletivo sobre essas vivencias. Assim como ocorre no sistema nervosos, onde uma experiência, repetida várias vezes cria um caminho sináptico, onde vira um habito ou um vício.
As mesmas histórias vividas encenadas durante gerações acabam gravadas no inconsciente coletivo, tornando-se Arquétipos.
Por exemplo: Quantos tipos de mãe já existiram durante o tempo de existência do Homo sapiens? Já existiu mãe boa, mãe que abandona, mãe que ama demais, mãe que mata. Todas essas vivencias estão gravadas no inconsciente coletivo e formam o Arquétipo da Mãe.

O mesmo ocorre com o herói, pai, deus menino, ancião, etc. Cada um deles é fruto das várias histórias que o Homem já viveu e vive. Formando um arquivo, uma imagem arquetípica dele próprio.
Por sua vez cada indivíduo se relaciona com um arquétipo a partir da sua própria história pessoal, sua vivencia, com sua mãe, seu pai e todos ao seu redor. E também deixa gravado sua narrativa de vida no inconsciente coletivo.
Dependendo desse relacionamento do indivíduo com o “arquivo conjunto” de todos os seres e a forma como o sujeito terá uma visão particular do mundo.
Se for um relacionamento positivo o indivíduo conseguirá ter uma realização mais plena, caso contrário será um derrotista.
Ao se entender como ocorrem essas simbioses, pode-se mudar o paradigma e elevar a consciência do sujeito para uma realização mais satisfatória. E um relacionamento mais profícuo com o Arquétipo. O sujeito conseguirá mais prazer na sua existência.
Por isso deve-se fazer o máximo para ser positivo, realizado, pois sua história interfira na história da humanidade, todos são importantes.
Não importa o nível social, etnia, nacionalidade, cultura, aptidões sexuais, todos são humanos, todos são iguais e contribuem para a evolução da humanidade.
          

            

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