Todos os dramas já foram vividos. Todas as peças encenadas,
só mudam os figurinos.
Para entender o que são os arquétipos (Arqué do grego arché:
principal ou princípio. Tipos, do grego túttiç: impressão marca).
Muitos filósofos da antiga Grécia já discorriam sobre os Arquétipos,
como: Platão, Plotino, Porfírio.
Até Agostinho, filosofo cristão, que difundiu esse
conceito.
Porém Carl Gustav Jung o incluiu na sua teoria analítica.
Para se compreender seu real significado precisa-se abarcar
um pouco da teoria do inconsciente coletivo do mesmo autor.
Imagina uma casa que tem uma fiação elétrica em todos os
seus cômodos, cada cômodo em particular pode funcionar independentemente dos
outros, assim pode-se acender a luz, ligar a televisão, ouvir música, sem
interferir, com os outros cômodos da casa. Mas a corrente elétrica é a mesma na
casa toda, inclusive fora dela, como nos postes da rua, semáforos, etc.
O inconsciente coletivo é essa força que liga, percorre,
cada ser vivo que existe ou existiu na face da Terra. Poder-se-ia até afirmar o
Universo.
Para ele não existe tempo nem espaço, todas as vivências,
todas as histórias do mundo estão depositadas no inconsciente coletivo, pode-se
compara-lo como um grande arquivo, onde essas imagens estão armazenadas por
ordem, de emoções e assuntos, e qualquer pessoa em qualquer canto do mundo pode
acessa-lo.
Quando descreveu o inconsciente coletivo Carl G. Jung, esparrou
na teoria Quântica.
Os Arquétipos são justamente a imagem que foi gravada no inconsciente
coletivo sobre essas vivencias. Assim como ocorre no sistema nervosos, onde uma
experiência, repetida várias vezes cria um caminho sináptico, onde vira um
habito ou um vício.
As mesmas histórias vividas encenadas durante gerações
acabam gravadas no inconsciente coletivo, tornando-se Arquétipos.
Por exemplo: Quantos tipos de mãe já existiram durante o
tempo de existência do Homo sapiens? Já
existiu mãe boa, mãe que abandona, mãe que ama demais, mãe que mata. Todas
essas vivencias estão gravadas no inconsciente coletivo e formam o Arquétipo da
Mãe.
O mesmo ocorre com o herói, pai, deus menino, ancião, etc.
Cada um deles é fruto das várias histórias que o Homem já viveu e vive. Formando
um arquivo, uma imagem arquetípica dele próprio.
Por sua vez cada indivíduo se relaciona com um arquétipo a partir
da sua própria história pessoal, sua vivencia, com sua mãe, seu pai e todos ao
seu redor. E também deixa gravado sua narrativa de vida no inconsciente
coletivo.
Dependendo desse relacionamento do indivíduo com o “arquivo
conjunto” de todos os seres e a forma como o sujeito terá uma visão particular
do mundo.
Se for um relacionamento positivo o indivíduo conseguirá
ter uma realização mais plena, caso contrário será um derrotista.
Ao se entender como ocorrem essas simbioses, pode-se mudar
o paradigma e elevar a consciência do sujeito para uma realização mais satisfatória.
E um relacionamento mais profícuo com o Arquétipo. O sujeito conseguirá mais
prazer na sua existência.
Por isso deve-se fazer o máximo para ser positivo,
realizado, pois sua história interfira na história da humanidade, todos são
importantes.
Não importa o nível social, etnia, nacionalidade, cultura, aptidões
sexuais, todos são humanos, todos são iguais e contribuem para a evolução da
humanidade.




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