Como já foi discutido breve relato do desenvolvimento da
consciência na espécie humana, agora se discorrerá sobre o desenvolvimento da consciência
individual e sua correlação com a própria espécie.
A consciência que será discutida não é a que tem como
definição da consciência medica, essa afirma que bastar estar acordado para se
estar consciente. Nem de algumas escolas de psicologia que afirmam que a consciência
é “o aqui e agora”.
A consciência que se refere aqui é mais ampla, é o
sentido de ser e pertencer.
Saber quem somos e perceber que ao mesmo tempo fazemos
parte indissolúvel do próprio universo e de todos os seres nele existente.
O bebê ao nascer não tem consciência própria, sua
identidade está diluída com a consciência da mãe, assim ele é a mãe são um só.
Esta etapa é muito semelhante ao primeiro estágio de
desenvolvimento da consciência na própria espécie humana.
Conforme vai se desenvolvendo, passa a perceber a existência
de outras pessoas ao seu redor, principalmente a figura do pai.
Sua consciência, então se direciona para as figuras
paternas, eles passam a representar a maior autoridade, figuras de poder, o que
eles dizem ou pensam a respeito da criança tem uma importância fundamental para
ela, a criança é capaz de qualquer coisa para agradar os pais, até mudar sua conduta
interna para agrada-los.
Aqui a semelhança se dá com a espécie onde a consciência coletiva
se concentra nas figuras de poder, como reis ou sacerdotes. Ou seja, os pais
são para a criança as figuras de poder, com direitos de vida ou morte sobre
ela, assim como os reis ou sacerdotes tinham sobre a população em geral que
podiam mandar os indivíduos para uma guerra em nome de algo que o povo
geralmente nem compreendiam.
Passando essa etapa do desenvolvimento, a criança tem uma
compreensão maior do mundo que a cerca e começa a se perceber como um indivíduo,
a consciência se transfere para o próprio eu. Normalmente isso ocorre na adolescência,
onde começa o refrão “Eu quero”.
O adolescente nessa etapa não consegue ver o outro, se
colocar na situação do outro, tudo é extremista, seus interesses, seus
sofrimentos, nessa equação o outro entra somente como reflexo de si mesmo.
Mais ou menos a etapa que a humanidade se encontra,
mostrando sinais de transição para outra etapa de seu desenvolvimento.
Essas transições não se dão de uma hora para outra, elas
ocorrem pausadamente e vão se mesclando entre si até a nova etapa estar consolidada.
Porém o adolescente cresce, e mais uma vez a consciência vai
transferir seu foco, agora, o adolescente começa a perceber o outro, percebe
que ele não é o centro do mundo. Interage com o mundo de forma totalmente
diferente, quer mudar o mundo, mas do seu jeito, ainda não consegue aceitar que
os outros possam ser diferentes ou quer algo que não seja do seu próprio jeito.
O desenvolvimento não para agora, já adulto começa a
perceber que nem sempre o que ele quer ou pensa tem correspondência ao que os
outros querem começa a respeitar o querer do outro.
A consciência nessa etapa vai se expandindo, ele sabe o
que ele é, porém também consegue enxergar o que o outro é e respeitar.
Finalmente, a consciência atinge seu ponto máximo em
alguns indivíduos mais cedo do que outros, a consciência faz o indivíduo
perceber que ele é único no universo ao mesmo tempo que ele é uno com esse
universo.
Mantem sua personalidade intacta e a integra com todos os
seres, afinal não há diferenças entre um entre um animal, uma planta, um
mineral, as estrelas e o próprio homem e ao mesmo tempo existe uma diferença
enorme entre cada um.
Claro que essa explanação é uma tentativa resumida de
explicar essas etapas do desenvolvimento da consciência, e que esse processo
pode ficar em entanque em algumas etnias ou indivíduos.
Isto quer dizer que nem todos atingem o ápice do
desenvolvimento da consciência, seja um grupo humano ou um indivíduo em
particular, alguns ficam presos em alguma etapa desse desenvolvimento por diversas
razões.
Quando mais sujeitos ou grupos humanos vão chegando a
essa etapa, mais os outros que ficaram para “trás” são “puxados” para o passo
seguinte.
Por isso que importante que cada indivíduo perceba que
sua história pessoal tem importância crucial na história da própria humanidade,
seja ele quem for do mais humilde ao mais sábio dos sábios, todos são
importantes.
Não importa quem somos, somos UM.


Excelente explanação e ensinamentos. Parabéns e obrigado!
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