A Sincronicidade, conceito desenvolvido por Carl G. Jung,
em um de seus últimos trabalhos: “Sincronicidade: Um princípio de conexões
acausais”.
A teoria da sincronicidade tenta explicar situações que não
possuem causas aparentes e sem conexões, que acontecem simultaneamente entre
indivíduos sem relação entre si, ou situações anômalas.
Por exemplo: descobertas cientificas que ocorrem ao mesmo
tempo em países diferentes, sem que os cientistas tivessem contato algum. Ou,
quando uma pessoa pensa em outra e a vê passar na rua, ou ainda, esta pessoa
aparece de visita. Vários são os exemplos de sincronicidade, podendo acontecer
de forma atemporal, ou até mesmo, eventos enérgicos acausais (sem causa).
A sincronicidade não é um evento de coincidência, pois, não
corresponde às leis da probabilidade e apresenta um padrão subjacente,
dinâmico, significativo para as pessoas envolvidas. Então, a sincronicidade pode
ter um efeito revelador para os envolvidos pelo fenômeno, levando o indivíduo a
atingir um patamar maior da consciência chegando ao autoconhecimento, como Jung
chamava: individuação.
Na ocorrência de integração do indivíduo como um todo,
entre o inconsciente coletivo, o inconsciente individual, os arquétipos e o
próprio ego, ou seja, o indivíduo chega a sua plenitude, entre si e o universo
(ou se preferir deus).
Jung teve contato com o físico Wolfgang Pauli, que juntos
começaram a associar as disciplinas, a física e a psicologia.
Com a sua teoria sobre a sincronicidade e afiliação com
Pauli, Jung sugere que o Homem pode alterar sua realidade, pode controlar os
eventos de sua vida.
Na época que Jung se deparou com esses fenômenos, não havia
parâmetros de pesquisas cientificas, para se comprovar esses acontecimentos.
No entanto pesquisadores posteriores levaram adiante as
pesquisas de que há possibilidade de o Homem influenciar os eventos.
Entre eles, pode-se citar o Massaru Emoto, que realiza experimentos
com as moléculas d’água. Ele observa que, as emoções que os voluntários emitem
sobre a água provoca mudanças moleculares d’água evidentes e completas
dependendo da emoção emitida.
As pesquisas de Dean Radin e colaboradores, também
comprovam que a mente humana pode interferir na matéria e modificar a realidade.
Ele realiza experiências com indivíduos e com eventos de massa. Em ambos os casos
há indícios de que os sujeitos estão interligados, e quando um grande número de
pessoas se concentra em um único evento, os acontecimentos podem tomar outro
rumo.
Os estudos de Bill Tiller caminham, também, por essa
estrada, estuda principalmente a consciência e os seus efeitos na realidade,
como já se sabe.
Os cientistas mais tradicionais acreditam que a consciência
é um subproduto do cérebro. Porém, segundo os pesquisadores supracitados que
avançaram ainda mais no tema proposto afirmam que a consciência é algo mais
abrangente e se manifesta além do cérebro, ou seja, não é um produto cerebral. O
que ela realmente é, e de onde provém, ainda está no nível das especulações.
Porém, esses trabalhos comprovam que seja ela o que for,
tem influência na realidade imediata e na futura.
Assim, a grande pergunta é: se a mente humana pode alterar
a matéria e transformar inclusive a realidade, porque não se tem domínio sobre as
condições em que se vive? Por que há sofrimento, não se consegue melhorar o
próprio Mundo?
A resposta: A Humanidade como espécie se encontra em um
nível de desenvolvimento ainda precoce. Para se ter uma ideia da “juventude” da
humanidade, o Homo sapiens existe há
mais ou menos 170 mil anos, os dinossauros viveram 300 milhões de anos.
O estágio atual da humanidade, talvez seja comparado com a
fase da adolescência, não se pode generalizar essa afirmação, nem considerar
como sendo uma verdade absoluta. Mas, ao se analisar o comportamento
adolescente, se encontram muitos pontos em comum. O adolescente ainda não
atingiu o seu ponto máximo de desenvolvimento psicológico. A adolescência é uma
fase de crises, que se procura aceitação do grupo etário a que pertence, divide
o seu mundo entre o positivo e negativo, se rebela contra a autoridade vigente
(pais, professores, e figuras de poder), no entanto procura a aceitação dos
mesmos, ou seja, é dicotômico em quase tudo o que faz, pois, tenta definir seu
ego, como algo separado do mundo exterior, por isso sofre tantas crises de
identidade.
A humanidade como grupo não tomou posse da consciência e de
seus potenciais. Assim, ainda não tem o arcabouço psicológico para alterar o seu
meio, conscientemente para melhor. Ainda não desenvolveu um modelo político,
ambiental, religioso, social capaz de suprir a todos.
De certa forma a Humanidade sofre as mesmas questões
elementares dos adolescentes, ainda separa o mundo entre estruturas políticas,
uma religião da outra, níveis sociais, etc. Ela não consegue discernir que
todos pertencem à uma mesma espécie, com as mesmas necessidades inerentes a
todos, como amar, ser amado, ser aceito, como também, não consegue perceber a
unidade da espécie, e a individualidade de cada um dentro dessa mesma unidade.
Como vários textos ditos sagrados e Hermes Trimegisto afirmam:
“O que está acima é semelhante ao que está embaixo”, afirmação que tem a
representação no símbolo da “Estrela de David”, onde aparecem dois triângulos superpostos.
Já os alquimistas afirmam: o Microcosmo contém o
Macrocosmo, os dois são um só.
Como Jung, Neumann, Mira y Lopez afirmaram a ontogênese
acompanha e reflete a filogênese, isso quer dizer, que o desenvolvimento
individual reflete o desenvolvimento da espécie e vice-versa. Ou seja, ambos, o
indivíduo e a humanidade passam pelos mesmos estágios de desenvolvimento.
Alguns indivíduos atingiram esses potenciais, e cada um que
atinge esse nível de consciência, “puxa” os outros para um outro patamar de
consciência, isso acontece devido ao inconsciente coletivo, nele todos os seres
estão conectados.
Assim, se cada um se conscientizar do seu potencial e se
apoderar da sua consciência estará beneficiando não só a si mesmo, mas, toda
humanidade.
Levanto-se isso em consideração, é uma questão de tempo que
todos estejam no mesmo patamar de conscientização.
Referências
Bibliográficas:
JUNG;
Carl G. Sincronicidade: Um princípio de conexões acausais. São Paulo: Vozes,
2011.
NEUMANN,
Erich. História da origem da consciência. São Paulo: Cultrix, 2010.
MIRA y
LOPEZ, Emilio. Cuatro gigantes del alma. Buenos Aires: Lidiun, s/a.
RADIN; Dean; COLLINS, Harper. The conscious universe:
The scientific truth of psychic phenomena. Estados Unidos: 1997.
TILLER, Bill. http://www.tillernstitute.com/



Perfeito seu texto, claro, objetivo e contém uma gama de informações preciosas... Adorei!
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