quinta-feira, 12 de março de 2015

A Homossexualidade Não é Uma Opção.




         
O ser humano de uma forma geral, se esquece que possui instintos e comportamentos inerentes à todos os animais. Esquece que pertence à uma classificação especifica no reino animal, como qualquer outro, sua classificação zoológica é Homo sapiens. E não foi o único animal a pertencer a classificação Homo, o Homo sapiens, conviveu com outros indivíduos também pertencentes ao ramo Homo, como o Homo erectus, Homo habilis, etc.

Esse animal pelado possui uma prepotência tal, que se julga superior aos outros animais. Jared Diamond (biólogo new Darwinista) classifica o Homo sapiens como o terceiro símio. Sendo o chimpanzé e o bonomo, os outros dois símios.

Assim sendo muitos comportamentos humanos tem sua correspondência no reino animal.

Para não perceber essas semelhanças os humanos têm o habito de classificar, enquadrar, emoldurar, julgar o outro semelhante, até como forma de auto defesa, assim seus princípios não precisam ser expostos, não precisam rever conceitos, não precisam crescer e nem tomar consciência da sua pequenez, frente a grandeza do Universo.

A sexualidade humana é determinada por fatores alheios ao indivíduo e se dá de forma precoce no desenvolvimento, até mais ou menos 3 anos, já está determinada.

Essa determinação tem fatores genéticos, congênito (durante o desenvolvimento embrionário) e adquirido (depois que nasce), todos sem que o indivíduo possa escolher.

Vários fatores genéticos podem levar a uma determinação sexual diferenciada, existem síndromes (raras) onde o indivíduo possui um cariótipo (carga genética) de um sexo, mas o fenótipo (físico) é de outro sexo. Por exemplo: crianças que possuem os órgãos genitais femininos e a carga genética é XY, ou seja, masculina, o inverso também é possível. Em alguns casos isso só será percebido quando o indivíduo atinge certa idade, por volta da adolescência.

Congênito, o embrião em formação sofre uma descarga hormonal que provêm da mãe, contrário ao seu código genético. Por exemplo: O organismo da mãe sofre uma descarga de testosterona (sim, as mulheres também produzem testosterona) afetando o embrião feminino, as vezes essa descarga está relacionada ao estresse.

Adquirida, ao nascer o indivíduo pode ter uma identificação cruzada. Ou seja, em seu desenvolvimento, inverte o papel dos pais, isso pode acontecer por diversos fatores e depende da história de cada um.

Assim a sexualidade do indivíduo está determinada, após os três anos, a criança entra em um período de latência, onde essas características não são tão marcantes.

A orientação sexual aparecerá com força total por volta do início da adolescência, por isso, que muitos pais se surpreendem com a sexualidade recém descoberta do filho(a), é comum os pais afirmarem: “Ele(a) não era assim quando pequeno”.

Sim ele(a) era assim quando pequeno.

Quando se tem dúvida sobre se algo é normal ou não em uma espécie, é interessante olhar a história.

Na antiga Esparta, entre os guerreiros, a interação entre o mesmo sexo, era incentivado, pois, acreditavam que se o indivíduo fosse para a guerra com um companheiro que amava, se empenharia mais, para protege-lo, levando assim o grupo para a vitória.

Os grandes filósofos gregos romanos, tinham uma ligação homossexual com seus discípulos, acreditavam que fazia parte do desenvolvimento intelectual.

Alexandre, o Grande ou Magno (356 a. C – 323 a. C.), que dominou todo o mundo ocidental por volta do sec. II, era homossexual, e ninguém da época achava isso inconveniente.

O rei Ricardo I, coração de Leão, (1157 d. C. -  1199 d. C.) Também era homossexual.

Alguns autores acreditam que Leonard da Vinci (1452 d. C. – 1519 d. C.), grande gênio da humanidade, também era homossexual, uma vez que não há relatos de um casamento e ele morreu acompanhado de dois discípulos uma vez que não tinha família. Note que nestes dois casos, o cristianismo já dominava na Europa.

Entre os índios brasileiros isso não era problema, se uma menina queria se comportar como menino, era integrada ao clã masculino, se um menino queria se comportar como menina era incorporar ao clã feminino, sem neuroses, isso só começou a mudar com a entrada dos jesuítas em cena, aliás como outras coisas mudaram na cultura indígena.

Se voltarmos os olhos para o reino animal, se perceberá que o comportamento homossexual existe em diversas espécies. Por exemplo o pato selvagem, as vezes formam casais de três indivíduos, sendo que dois machos e uma fêmea, os dois machos tem um relacionamento a parte. Os pesquisadores notaram que nesse caso especifico a sobrevivência dos filhotes é maior do que entre os casais formados entre dois indivíduos.

Alguns estudos com humanos que acompanharam os filhos de casais homossexuais durante seu desenvolvimento, também notaram que essas crianças, são mais equilibradas, possuem autoestima elevada, do que os filhos dos casais heterossexuais.

Assim sendo, fica claro que a homossexualidade, não é uma doença, não é uma opção, e sim uma característica do indivíduo, assim como a cor dos olhos, cor do cabelo, altura, etc. Fatores esses, que tem as mesmas determinações genéticas, congênitas ou adquiridas, como várias outras que formam um indivíduo único.

Resumindo: A orientação sexual é algo natural, seja ela, homossexual ou heterossexual, deve ser respeita e aceita como tal em uma sociedade humana.
Somos todos humanos, pertencentes a classificação zoológica: Homo sapiens.

Se não te convenceu, lhe pergunto:

Quando você se decidiu ser heterossexual?    
 


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