O ser humano de uma forma geral, se esquece que possui
instintos e comportamentos inerentes à todos os animais. Esquece que pertence à
uma classificação especifica no reino animal, como qualquer outro, sua
classificação zoológica é Homo sapiens.
E não foi o único animal a pertencer a classificação Homo, o Homo sapiens,
conviveu com outros indivíduos também pertencentes ao ramo Homo, como o Homo erectus,
Homo habilis, etc.
Esse animal pelado possui uma prepotência tal, que se julga
superior aos outros animais. Jared Diamond (biólogo new Darwinista) classifica
o Homo sapiens como o terceiro símio.
Sendo o chimpanzé e o bonomo, os outros dois símios.
Assim sendo muitos comportamentos humanos tem sua
correspondência no reino animal.
Para não perceber essas semelhanças os humanos têm o habito
de classificar, enquadrar, emoldurar, julgar o outro semelhante, até como forma
de auto defesa, assim seus princípios não precisam ser expostos, não precisam
rever conceitos, não precisam crescer e nem tomar consciência da sua pequenez,
frente a grandeza do Universo.
A sexualidade humana é determinada por fatores alheios ao
indivíduo e se dá de forma precoce no desenvolvimento, até mais ou menos 3
anos, já está determinada.
Essa determinação tem fatores genéticos, congênito (durante
o desenvolvimento embrionário) e adquirido (depois que nasce), todos sem que o
indivíduo possa escolher.
Vários fatores genéticos podem levar a uma determinação
sexual diferenciada, existem síndromes (raras) onde o indivíduo possui um
cariótipo (carga genética) de um sexo, mas o fenótipo (físico) é de outro sexo.
Por exemplo: crianças que possuem os órgãos genitais femininos e a carga
genética é XY, ou seja, masculina, o inverso também é possível. Em alguns casos
isso só será percebido quando o indivíduo atinge certa idade, por volta da
adolescência.
Congênito, o embrião em formação sofre uma descarga
hormonal que provêm da mãe, contrário ao seu código genético. Por exemplo: O
organismo da mãe sofre uma descarga de testosterona (sim, as mulheres também
produzem testosterona) afetando o embrião feminino, as vezes essa descarga está
relacionada ao estresse.
Adquirida, ao nascer o indivíduo pode ter uma identificação
cruzada. Ou seja, em seu desenvolvimento, inverte o papel dos pais, isso pode
acontecer por diversos fatores e depende da história de cada um.
Assim a sexualidade do indivíduo está determinada, após os
três anos, a criança entra em um período de latência, onde essas
características não são tão marcantes.
A orientação sexual aparecerá com força total por volta do
início da adolescência, por isso, que muitos pais se surpreendem com a
sexualidade recém descoberta do filho(a), é comum os pais afirmarem: “Ele(a)
não era assim quando pequeno”.
Sim ele(a) era assim quando pequeno.
Quando se tem dúvida sobre se algo é normal ou não em uma
espécie, é interessante olhar a história.
Na antiga Esparta, entre os guerreiros, a interação entre o mesmo sexo, era incentivado, pois, acreditavam que se o indivíduo
fosse para a guerra com um companheiro que amava, se empenharia mais, para
protege-lo, levando assim o grupo para a vitória.
Os grandes filósofos gregos romanos, tinham uma ligação
homossexual com seus discípulos, acreditavam que fazia parte do desenvolvimento
intelectual.
Alexandre, o Grande ou Magno (356 a. C – 323 a. C.), que
dominou todo o mundo ocidental por volta do sec. II, era homossexual, e ninguém
da época achava isso inconveniente.
O rei Ricardo I, coração de Leão, (1157 d. C. - 1199 d. C.) Também era homossexual.
Alguns autores acreditam que Leonard da Vinci (1452 d. C. –
1519 d. C.), grande gênio da humanidade, também era homossexual, uma vez que
não há relatos de um casamento e ele morreu acompanhado de dois discípulos uma
vez que não tinha família. Note que nestes dois casos, o cristianismo já
dominava na Europa.
Entre os índios brasileiros isso não era problema, se uma
menina queria se comportar como menino, era integrada ao clã masculino, se um
menino queria se comportar como menina era incorporar ao clã feminino, sem
neuroses, isso só começou a mudar com a entrada dos jesuítas em cena, aliás
como outras coisas mudaram na cultura indígena.
Se voltarmos os olhos para o reino animal, se perceberá que
o comportamento homossexual existe em diversas espécies. Por exemplo o pato
selvagem, as vezes formam casais de três indivíduos, sendo que dois machos e
uma fêmea, os dois machos tem um relacionamento a parte. Os pesquisadores
notaram que nesse caso especifico a sobrevivência dos filhotes é maior do que
entre os casais formados entre dois indivíduos.
Alguns estudos com humanos que acompanharam os filhos de
casais homossexuais durante seu desenvolvimento, também notaram que essas
crianças, são mais equilibradas, possuem autoestima elevada, do que os filhos
dos casais heterossexuais.
Assim sendo, fica claro que a homossexualidade, não é uma
doença, não é uma opção, e sim uma característica do indivíduo, assim como a
cor dos olhos, cor do cabelo, altura, etc. Fatores esses, que tem as mesmas
determinações genéticas, congênitas ou adquiridas, como várias outras que
formam um indivíduo único.
Resumindo: A orientação sexual é algo natural, seja ela,
homossexual ou heterossexual, deve ser respeita e aceita como tal em uma
sociedade humana.
Somos todos humanos, pertencentes a classificação zoológica:
Homo sapiens.
Se não te convenceu, lhe pergunto:
Quando você se decidiu ser heterossexual?


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