sábado, 7 de fevereiro de 2015

Seus Olhos, Seu Mundo



Existem mais de sete bilhões de pessoas no mundo, cada uma delas com sua história, suas características próprias, sua visão particular de mundo. Não existem duas pessoas iguais nessa multidão.
Hoje já se sabe que ao nascer o bebê traz em seu âmago algumas caracterizas próprias que o diferenciam de qualquer outro bebê.
Essa carga genética que determina em certo grau quem é esse indivíduo que chega ao mundo, irá interagir com o meio, dessa interação entre a genética e o meio surgirá um indivíduo diferenciado, até de outras pessoas que tenham vivenciado as mesmas experiências que ele, por exemplo seus irmãos, serão diferentes dele, por que um irmão gosta de brócolis e o outro não?
Ocorre que os momentos não se repetem, se é um filho caçula, seus pais não serão iguais de quando tiveram o primeiro filho, e assim por diante. 
Dessa interação única, surge uma visão de mundo, o sujeito vivenciará todas as experiências a partir do seu ponto de referência, esse ponto será o próprio indivíduo.
Assim dificilmente se poderá afirmar que se sabe o que o outro está sentindo ou passando, pode-se ter uma noção, mas, a exata medida do que o outro está sentindo, não está no alcance dos outros, a experiência é única.
Dessa experiência única surge um mundo único, o mundo do próprio sujeito.
Então como determinar que todos tenham o mesmo pensamento, o mesmo referencial moral e ético? Como esperar que uma consciência coletiva surja desse caos, onde cada um é um universo a parte?
Apesar de sempre se levar em conta que o outro é um ser diferenciado, todos os humanos têm as mesmas necessidades, sejam quem forem, onde morem, qual sua religião ou etnia.
Todos têm a mesma necessidade de pertencer, amar e ser amado, isso é uma constante histórica e atual, também existem certas fases do desenvolvimento onde se espera que ocorra em determinada fase da vida dos sujeitos, que são comuns com os outros membros da sua espécie.
Por exemplo existe uma faixa de idade, entre os cinco meses há um ano de vida, onde se espera que o sujeito, engatinhe, ande, fale, etc.
Dessa necessidade primária, surgem os grupos distintos como nacionalidade, religião, partido político, etc. Existe a necessidade de pertencer a algo, mesmo que esse algo mude no decorrer da vida. Quantos não mudam de religião, partido políticos? A forma de pensar, de enxergar o mundo mudou, assim se muda também de grupos, sua forma de conviver e se agregar.
O mesmo acontece com a maturidade emocional, existem períodos de dependência quando o sujeito nasce, que vão se modificando conforme cresce, até atingir a fase de independência como adulto.
O mesmo ocorre com a consciência, ele se apercebe que é um ser único, aprende a lidar com suas dificuldades e viver como escolheu viver.
A consciência coletiva seria a percepção de pertencer, e estar interligado com tudo e com todos. Saber que faz parte de um todo interligado.
 Na natureza não há nenhum sistema isolado, todos e tudo, estão interligados. E essa percepção é que faz com que o Homem, se sinta uno com o Universo que ele habita.
Porém essa percepção sempre passará pelo filtro das suas próprias experiências.
Ai está o sujeito único, mas pertencente ao Todo.
Seus Olhos, Seu Mundo.   



2 comentários:

  1. A profundas reflexões nos incitam o seu artigo.
    Somos o olho do mundo, enquanto que o mundo nos vê com os nossos próprios olhos?

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