Vivem-se hoje tempos tumultuados e cheios de conflitos.
A concepção universalista de aldeia global, posiciona-se em
contra fluxo das identidades nacionais, sócio políticas, religiosas e culturais,
vigentes nos tempos atuais.
Os padrões de ética e conduta do passado, não são mais válidas
para os dias atuais.
Há a necessidade de se construir uma identidade única planetária,
onde convivem todas as contradições de seus elementos constituintes.
As crises mundiais se sucedem uma após a outra, em uma
tentativa de criar uma ordem mundial em que os direitos humanos sejam
respeitados e todos tenham direitos iguais.
O atual momento histórico seria caracterizado por uma
aparente contradição, onde parece que a velha ordem mundial está em processo de
decadência, as crenças e valores estão ultrapassados exigindo uma nova escala
de valores e diferentes formas de viver e coexistir com o “outro” em uma nova
ordem mundial, em busca de soluções de problemas que dizem respeito a toda a
humanidade.
O desenvolvimento científico e tecnológico rompeu e
desestruturou a cadência de tempo conhecida surgindo uma nova dinâmica de
futuro e a negação do passado.
Isto significaria a anulação dos antigos padrões que
estabeleciam as verdades ditas como regras incontentáveis do saber humano.
Desmistificadas, elas passam a ser questionadas no seu âmago. Toda e qualquer
ética estabelecida ao longo do tempo, passaria a ser julgada por um novo ângulo
frente a várias contradições de uma nova história a ser estabelecida a partir
da visão dos tempos atuais.
O mundo contemporâneo, parece cheio de opostos que convivem
em cada esquina e precisam de alguma forma conviver juntos, achar o ponto de convivência
pacifica, onde cada um tenha seu espaço. Indiferente à cultura ou etnia de cada
grupo.
As conquistas tecnológicas levam qualidade de vida para
milhões de pessoas em contraponto, outros milhares vivem nos limites da fome e
desespero, a guerra e a violência convivem com a solidariedade e a proteção
ambiental.
Desses diferentes fatores surge um novo “Humano”, que ainda
não encontrou seu espaço, e nem sabe como lidar com tanta informação e
mudanças.
O indivíduo vive uma angústia que muitas vezes nem se
apercebe de onde vem, tantas as demandas que lhe são exigidas, como por
exemplo: Tem que respeitar o próximo, “que
próximo”? Seu vizinho ou o cidadão que vive do outro lado do mundo?
Respeitar colocações morais, que lhe são estranhas ou mesmo
desconhecidas. E como fica o respeito pelo que o próprio indivíduo aceita como real?
Dessa aparente dança de loucos, onde uns apregoam uma forma
nova de agir e outros apregoam que a conduta humana devem seguir as regras que
sempre existiram, vai aparecendo um contexto totalmente novo e singular.
A espécie humana está acostumada a se reinventar. Quando há
alguma dúvida a respeito de algo, se é normal ou verdadeiro, se volte para a história,
mas cuidado, estude os dois lados, pois, normalmente a história que fica é a história
do vencedor, o vencido se cala, perde a voz. Mas, isso não quer disser que não
deixou sua marca, a narrativa do vencido está ali, basta saber olhar.
E assim, os Homens vão prosseguindo a dança dos loucos,
onde o que amadurecer primeiro, puxa o seu próximo para um outro patamar de
entendimento.
Não há escapatória no fim, todos vão amadurecer, essa é a
constituição humana, a sobrevivência.


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