Existem mais de sete bilhões de pessoas no mundo, cada uma
delas com sua história, suas características próprias, sua visão particular de
mundo. Não existem duas pessoas iguais nessa multidão.
Hoje já se sabe que ao nascer o bebê traz em seu âmago
algumas caracterizas próprias que o diferenciam de qualquer outro bebê.
Essa carga genética que determina em certo grau quem é esse
indivíduo que chega ao mundo, irá interagir com o meio, dessa interação entre a
genética e o meio surgirá um indivíduo diferenciado, até de outras pessoas que
tenham vivenciado as mesmas experiências que ele, por exemplo seus irmãos,
serão diferentes dele, por que um irmão gosta de brócolis e o outro não?
Ocorre que os momentos não se repetem, se é um filho caçula,
seus pais não serão iguais de quando tiveram o primeiro filho, e assim por
diante.
Dessa interação única, surge uma visão de mundo, o sujeito vivenciará
todas as experiências a partir do seu ponto de referência, esse ponto será o
próprio indivíduo.
Assim dificilmente se poderá afirmar que se sabe o que o
outro está sentindo ou passando, pode-se ter uma noção, mas, a exata medida do
que o outro está sentindo, não está no alcance dos outros, a experiência é
única.
Dessa experiência única surge um mundo único, o mundo do
próprio sujeito.
Então como determinar que todos tenham o mesmo pensamento,
o mesmo referencial moral e ético? Como esperar que uma consciência coletiva
surja desse caos, onde cada um é um universo a parte?
Apesar de sempre se levar em conta que o outro é um ser
diferenciado, todos os humanos têm as mesmas necessidades, sejam quem forem,
onde morem, qual sua religião ou etnia.
Todos têm a mesma necessidade de pertencer, amar e ser
amado, isso é uma constante histórica e atual, também existem certas fases do
desenvolvimento onde se espera que ocorra em determinada fase da vida dos
sujeitos, que são comuns com os outros membros da sua espécie.
Por exemplo existe uma faixa de idade, entre os cinco meses
há um ano de vida, onde se espera que o sujeito, engatinhe, ande, fale, etc.
Dessa necessidade primária, surgem os grupos distintos como
nacionalidade, religião, partido político, etc. Existe a necessidade de
pertencer a algo, mesmo que esse algo mude no decorrer da vida. Quantos não
mudam de religião, partido políticos? A forma de pensar, de enxergar o mundo
mudou, assim se muda também de grupos, sua forma de conviver e se agregar.
O mesmo acontece com a maturidade emocional, existem
períodos de dependência quando o sujeito nasce, que vão se modificando conforme
cresce, até atingir a fase de independência como adulto.
O mesmo ocorre com a consciência, ele se apercebe que é um
ser único, aprende a lidar com suas dificuldades e viver como escolheu viver.
A consciência coletiva seria a percepção de pertencer, e
estar interligado com tudo e com todos. Saber que faz parte de um todo
interligado.
Na natureza não há
nenhum sistema isolado, todos e tudo, estão interligados. E essa percepção é
que faz com que o Homem, se sinta uno com o Universo que ele habita.
Porém essa percepção sempre passará pelo filtro das suas
próprias experiências.
Ai está o sujeito único, mas pertencente ao Todo.
Seus Olhos, Seu Mundo.


A profundas reflexões nos incitam o seu artigo.
ResponderExcluirSomos o olho do mundo, enquanto que o mundo nos vê com os nossos próprios olhos?
O mundo nos enxergará como um reflexo que emitimos á ele.
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