O amor é o terceiro sentimento há surgir na escala
evolucionaria dos seres vivos.
O primeiro como já foi discorrido em outro ponto desse
blog, é o medo, como uma reação de sobrevivência do ser, o segundo a ira/raiva
como resposta do medo.
O amor é um sentimento particularmente difícil de ser definindo,
pois ao se citar esse sentimento, logo vem na imaginação o sentimento romântico,
mas esse sentimento entre parceiros é uma vertente dessa emoção, não seu cerne.
Muito já foi descrito sobre esse sentimento, por filósofos, poetas, etc.
No entanto o amor surge no reino animal (e quem sabe no
vegetal?) Como uma força motriz de expansão e união, ou seja, reprodução e
proteção.
Por ser um sentimento de expansão ganha contornos não
imaginados pelos românticos.
O ser nasce amando, faz parte de sua estrutura psicofísica,
amar, é inevitável, durante sua vida essa emoção vai se transformando em vários
matizes, se transformando, mas nunca deixa de existir.
Assim o amor seria como uma árvore de muitos galhos que se
unem por um tronco grosso de raízes profundas.
No início do seu desenvolvimento o indivíduo primeiro centraliza
essa emoção nos seus pais, acredita que o mundo se restringe a eles.
Por exemplo, os ciúmes não é comprovação de amor, muito
pelo contrário é um sentimento de posse, ligado as formas mais primitivas desse
sentimento, quando a criança acredita ser o único centro do amor de seus pais.
Conforme a criança vai
crescendo, seu foco vai se expandindo para abranger as pessoas com quem convive
(parentes, amigos, etc.), ao atingir a adolescência começa a surgir o amor por
um parceiro, o qual pode ou não formar um par, formar uma família, ou seja, o
foco do amor muda conforme o desenvolvimento do sujeito, sua história. É um
sentimento dinâmico, com muitos matizes, muitas cores.
Mas, a expansão desse sentimento não para aí, continua, em um
desenvolvimento normal da personalidade, o amor se expande até atingir tudo que
cerca o indivíduo, outros indivíduos, seu mundo, o outro, o desconhecido.
É o que se chama o amor impessoal, pois se ama, mas, não há
mais um único foco destinado para se depositar esse sentimento, ele passa a ser
abrangente.
O que os místicos chamam de transcendência, porém é um processo
natural de todo ser humano, simplesmente algumas pessoas não conseguem chegar a
esse estágio de desenvolvimento, por diversas razões inerentes a história de
cada sujeito.
Porém como é um processo de desenvolvimento, todo aquele
que atinge essa etapa, é um farol para indicar o caminho para os outros se
guiarem.
Então por que existe tantas brigas, guerras, discussões?
Somos uma espécie nova, ainda estamos se desenvolvendo, não
atingimos o apogeu como espécie. O equilíbrio ainda não foi atingido.
Comece a notar as pessoas em sua volta, perceba que no
fundo o que elas querem é amar e ser amadas, e o que são capazes de fazer para
conseguir isso, se ao menos soubessem que o amor está lá, a disposição de
todos, esperando ser compreendido, aceito, para poder se manifestar de forma
plena.
Abra os olhos, ame, seja o farol...


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