Hoje em dia os biólogos admitem que não há parâmetros
para diferenciar os animais dos humanos.
Tudo aquilo que se acreditava que havia de diferente não
é mais uma certeza. Por exemplo o humor, os animais têm senso de humor e sabem
fazer brincadeiras.
Possuem cultura própria e a passam para seus descendentes.
Tem linguagem própria, chegando até ter dialetos, como as
baleias e os golfinhos dependendo do grupo.
Possuem
essência do belo e modificam seu ambiente.
Assim, quando se discorre sobre os
animais não se tem condições de saber o grau de consciência deles, é o mesmo
que se estivesse tentando dialogar com “extraterrestre”. Os humanos não os
compreendem.
Muitos biólogos estão fazendo trabalhos nesta
área e chegando a conclusões incríveis.
Porém sabe-se como o Homo sapiens desenvolveu sua
consciência.
Quando os primeiros humanos surgiram
eram nômades, coletores-caçadores.
Não havia ainda plantações, criação de
animais, o homem ainda não tinha desenvolvido essas técnicas.
Todo o tempo disponível era gasto na
procura de alimentação e esta não era muito abundante. A sobrevida de uma
criança nessa época era cinco anos.
Os alimentos ainda eram disputados com
outros animais, as ameaças eram muitas e de todas as formas: predadores,
doenças, o tempo, etc.
A sobrevivência foi a maior preocupação,
assim toda a ação visava a subsistência do grupo.
A consciência era grupal, não havia
condições para o individualismo.
Tinham consciência do pertencer ao grupo,
não havia a conjetura da sobrevivência sozinho ou de esconder qualquer coisa
dos outros membros, pois se o grupo não sobrevivesse, o indivíduo também não
conseguiria.
Desta forma os indivíduos sentiam que
pertenciam ao grupo, eles eram o próprio grupo.
Indivíduo e grupo formavam uma unidade indissolúvel.
Com o tempo foram desenvolvendo técnicas
de caça e coleta cada vez mais sofisticadas, em grupo podiam caçar animais cada
vez maiores, assim começaram a desenvolver ferramentas mais elaboradas para
caça e ferramentas para guardar e transportar seus objetos de uso cotidiano.
Perceberam o ciclo da natureza, onde e
quando era mais propicio encontrar determinado alimento e estabeleceram rotas
de passagens em períodos determinado do ano em certos terrenos.
Conforme os alimentos foram ficando mais
abundantes, puderam dispensar alguns elementos do grupo para fazer tarefas
especificas que não fossem a procura de alimentos, esses indivíduos se tornaram
os primeiros artesões conhecidos. Agora alguns elementos do grupo podiam se
ater na manufatura de armas para caça, artigos para facilitar o dia a dia, como
transporte e mesmo os primeiros enfeites corporais.
Porém ainda não havia uma diferenciação
importante dentro do grupo, todos possuíam os mesmos extratos sociais, a mesma
unidade.
Bibliografia:
MITHEN, Steven. A
Pré-História da Mente. São Paulo: UNESP. 1998.





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