quarta-feira, 17 de setembro de 2014

III. Limiar da Consciência


Hoje em dia os biólogos admitem que não há parâmetros para diferenciar os animais dos humanos.

Tudo aquilo que se acreditava que havia de diferente não é mais uma certeza. Por exemplo o humor, os animais têm senso de humor e sabem fazer brincadeiras.




Possuem cultura própria e a passam para seus descendentes.



 

Tem linguagem própria, chegando até ter dialetos, como as baleias e os golfinhos dependendo do grupo.



 

Possuem essência do belo e modificam seu ambiente.

 




Assim, quando se discorre sobre os animais não se tem condições de saber o grau de consciência deles, é o mesmo que se estivesse tentando dialogar com “extraterrestre”. Os humanos não os compreendem.

Muitos biólogos estão fazendo trabalhos nesta área e chegando a conclusões incríveis.

Porém sabe-se como o Homo sapiens desenvolveu sua consciência.

Quando os primeiros humanos surgiram eram nômades, coletores-caçadores.
 



Não havia ainda plantações, criação de animais, o homem ainda não tinha desenvolvido essas técnicas.

Todo o tempo disponível era gasto na procura de alimentação e esta não era muito abundante. A sobrevida de uma criança nessa época era cinco anos.

Os alimentos ainda eram disputados com outros animais, as ameaças eram muitas e de todas as formas: predadores, doenças, o tempo, etc.

A sobrevivência foi a maior preocupação, assim toda a ação visava a subsistência do grupo.

A consciência era grupal, não havia condições para o individualismo.

Tinham consciência do pertencer ao grupo, não havia a conjetura da sobrevivência sozinho ou de esconder qualquer coisa dos outros membros, pois se o grupo não sobrevivesse, o indivíduo também não conseguiria.

Desta forma os indivíduos sentiam que pertenciam ao grupo, eles eram o próprio grupo.
Indivíduo e grupo formavam uma unidade indissolúvel.

Com o tempo foram desenvolvendo técnicas de caça e coleta cada vez mais sofisticadas, em grupo podiam caçar animais cada vez maiores, assim começaram a desenvolver ferramentas mais elaboradas para caça e ferramentas para guardar e transportar seus objetos de uso cotidiano.

Perceberam o ciclo da natureza, onde e quando era mais propicio encontrar determinado alimento e estabeleceram rotas de passagens em períodos determinado do ano em certos terrenos.

Conforme os alimentos foram ficando mais abundantes, puderam dispensar alguns elementos do grupo para fazer tarefas especificas que não fossem a procura de alimentos, esses indivíduos se tornaram os primeiros artesões conhecidos. Agora alguns elementos do grupo podiam se ater na manufatura de armas para caça, artigos para facilitar o dia a dia, como transporte e mesmo os primeiros enfeites corporais.

Porém ainda não havia uma diferenciação importante dentro do grupo, todos possuíam os mesmos extratos sociais, a mesma unidade.   

 
 
Bibliografia:
MITHEN, Steven. A Pré-História da Mente. São Paulo: UNESP. 1998.

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